Uso da Análise Aplicada do Comportamento

O principal influente no método ABA (Applied Behaviour Analisys) foi Skinner em 1930, ele comprovou experimentalmente, que através da identificação dos estímulos do ambiente é possível compreender e controlar o comportamento. Um dos principais conceitos postulado por ele, é o de condicionamento operante, que quer dizer, que o indivíduo opera, é ativo na relação dialética com o meio, ou seja, o condicionamento ocorre a partir das respostas do próprio indivíduo que, por sua vez, modifica o ambiente.

Quando se fala em transtorno invasivo do comportamento e ABA, o Dr. O. Ivar Lovaas é um nome de destaque, ele era psicólogo, aplicou pela primeira vez os conceitos deste método e publicou seu primeiro estudo com crianças do espectro do autismo.

O que é ABA?

ABA é a sigla para Applied Behaviour Analisys, ou seja, Análise Aplicada do Comportamento. Seu objetivo é analisar e explicar a interação entre o ambiente, o comportamento e a aprendizagem, construindo junto com o individuo uma gama de repertórios socialmente relevantes, minimizando comportamentos inadequados, maximizando seus comportamentos adequados e instalando novos repertórios, para torná-lo o mais funcional possível na sociedade e em seu dia-a-dia.

Comportamento verbal

Skinner acreditava que a linguagem não era inata ao ser humano e sim aprendida através das associações e reforçamento que sucediam um “comportamento verbal”, assim como outras habilidades desenvolvidas pelo individuo.

O estudo dos diversos operantes verbais foi de extrema importância para a Análise do Comportamento Aplicada, pois um dos seus principais focos de tratamento é o desenvolvimento da comunicação da criança, seja ela verbal ou não verbal.

Intervenção Comportamental

A intervenção comportamental é feita através da disposição um-a-um (um terapeuta para uma criança). A interação entre eles se dá por meio das respostas dadas as tentativas de comunicação da criança, de atividades prazerosas, com materiais familiares e reforçadores; no intuito de motivar a participação da criança nos programas e estabelecer uma relação harmoniosa e agradável.

O tratamento é dividido em cinco etapas: anamnese, avaliação comportamental, programação individual, análise de dados e atendimentos. Abaixo falaremos um pouco de cada um.

– Anamnese

A anamnese é a coleta de dados pessoais, é uma entrevista que possui técnicas para poder estabelecer uma avaliação e diagnóstico do indivíduo. É a base a partir da qual se pode estabelecer um tratamento ou iniciar um acompanhamento.

– Avaliação comportamental

A avaliação comportamental é feita mediante as características da criança apresentadas na sua anamnese, seu diagnóstico, e etc.  Nesta etapa é realizada testagem de diversas categorias de estímulos (cores, números, gestos, palavras, objetos, ações, etc.), bem como a identificação do currículo atual da criança (básico, intermediário ou avançado), em relação às habilidades pré-acadêmicas, acadêmicas, de auto-cuidado, motoras, de brincadeiras, de linguagem e sociais. Diante das respostas apresentadas, o terapeuta identifica as áreas que precisam ser estimuladas ou ampliadas.

– Programação individual

Na programação individual, é feita a introdução das habilidades ausentes ou com baixa qualidade do repertório da criança (coletadas na avaliação comportamental), no intuito de atender às especificidades de seu aprendizado. É realizado o treino dos programas, estes programas podem ser: ecóico, imitação motora (fina, grossa e oral), tato (nomeação e identificação), mando, seguir instruções, intraverbal, entre outros.

– Análise de dados

A análise dos dados é feita por meio das folhas de registro, essas folhas servem para facilitar a comunicação entre os terapeutas, no que concerne ao desempenho da criança e para a constante reavaliação da programação proposta, o que pode sugerir novas estratégias para lidar com as dificuldades apresentadas ou para ampliar o seu leque de aprendizagem.

– Atendimentos ABA

Os atendimentos em ABA, podem ser realizados em diversos ambientes, tais como:

Clínico: o terapeuta cria situações próximas ao ambiente natural para trabalhar algumas questões na prática, e avaliar o quão produtivos estão sendo os programas.

Escolar: a criança é acompanhada na escola por um mediador (terapeuta), a qual o auxilia na execução das tarefas, media relações com os colegas e seus professores e lhe ensina diversas maneiras de lidar com circunstancias imprevistas no dia-a-dia.

Domiciliar: o terapeuta analisa o quão satisfatória é para a criança a disposição de sua rotina e de como seus cuidadores lidam com seus comportamentos, no intuito de, ao detectar os pontos que precisam ser melhorados, lhes propor algumas diretrizes básicas; que facilitariam o convívio e contribuiriam para um desenvolvimento mais saudável.

Referências

LEAR, Kathy. Ajude-nos a aprender, Manual de treinamento em ABA parte 1. Ed. Toronto, 2004.

SKINNER, B. F. Sobre o behaviorismo. 9 ed. São Paulo: Cutrix/Pensamento, 1993.

SKINNER, B. F. Ciência e comportamento humano. 11 ed. São Paulo: Martins Fontes.

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