Autismo e o desenvolvimento da linguagem

Uma das áreas comprometidas em uma pessoa que está no Espectro do Autismo é a comunicação social e a grande maioria das crianças com TEA apresentam atraso na fala ou até possuem a comunicação verbal desenvolvida, porém não a utilizam de forma funcional, ou seja, elas falam palavras, mas não as empregam para a transmitir uma mensagem a outra pessoa ou a fim de alcançar um resultado.

Uma criança com o desenvolvimento típico começa a organizar ao longo do seu primeiro ano de vida as percepções, experiências e estímulos de linguagem que recebe, ao mesmo tempo que desenvolve e treina a parte motora da fala, emitindo sons aleatórios. Então, ela passa a perceber que os sons emitidos causam efeitos, trazem resultados e, aos poucos, seleciona os sons que irá emitir para que esses resultados se repitam, assim como começa a relacionar sons que ouve com as situações que acontecem ou com os objetos a sua volta. Quando ela percebe que a emissão de determinados sons gerará determinados efeitos, ela entende a função da linguagem. A fala é o resultado de todo esse processo de desenvolvimento da linguagem e do entendimento de sua função. Com um ano de idade é esperado que as crianças falem funcionalmente algumas palavras de seu cotidiano.

As crianças no Espectro do Autismo têm dificuldade em perceber os resultados de suas ações comunicativas e acabam tendo disfunções na fala. Não desenvolver a linguagem faz com que a criança não consiga se expressar, informar o que deseja ou precisa, nem alcançar muitos de seus objetivos, prejudicando ainda mais a socialização e a troca com as pessoas. Nesses casos, é muito importante que um profissional especializado seja consultado para o início de um plano de intervenção. Mas, além disso, algumas ações podem auxiliar a estimular o desenvolvimento da linguagem:

Ser comunicativo com a criança, mesmo que não tenha retorno dela. Falar com alta frequência, mas de forma simples, narrando acontecimentos, nomeando objetos, fazendo pedidos à criança, etc. – Neste ponto é muito importante utilizar uma linguagem simples para que a criança consiga relacionar as palavras ao que ela está experenciando. Para isso, deve-se utilizar um nível de complexidade pouco acima da linguagem que a criança possui, ou seja, se ela não fala, deve-se utilizar poucas palavras por vez (uma ou duas), assim ela consegue relacionar o som da palavra ao que está sendo indicado. Se a criança já fala algumas palavras, pode começar a associa-las entre si ou com verbos, e assim por diante.

Estimular também a comunicação não verbal da criança. Para isso, é importante não tentar adivinhar o que ela quer e sim incentiva-la a mostrar o que deseja com um olhar, gesto, som, etc. e então dar imediatamente o resultado que ela espera, para que ela entenda que seu sinal (sua comunicação não verbal) que gerou aquela resposta. Caso ela não emita sinal algum, pode ser realizado um auxílio físico, ajudando-a a fazer um gesto, como apontar, e então fornecendo o resultado, para que ela relacione o gesto à consequência. Nesse sentido, também é possível criar situações que aumentem a oportunidade de comunicação, como oferecer duas opções para que ela indique a que deseja ou entregar algo embrulhado para que precise pedir ajuda para abrir, por exemplo.

Quer mais dicas de como estimular a linguagem em crianças no Espectro do Autismo e saber mais sobre o tema? Assista aos vídeos:

https://www.youtube.com/watch?v=u3VSi1nwV40

https://www.youtube.com/watch?v=Qp1AF5-gOJc

https://www.youtube.com/watch?v=1p57Q-znDTg

https://youtu.be/iMsO7tn9tdc

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