Tratamento do Autismo

Conhecemos hoje muitas técnicas para ajudar a criança com autismo no seu desenvolvimento, temos o conhecimento que para uma técnica ser classificada como eficaz levamos em conta a sua cientificidade. Podemos ressaltar alguns métodos que se destacaram no tratamento do autismo:

ABA

É a sigla em inglês que remete ao termo Applied Behavior Analysis, sendo traduzido para o português como Análise do Comportamento Aplicada. As intervenções em ABA foram e são realizadas em contexto de pesquisa e ciência. Diversos são os estudos que dão suporte a essa prática, a associação para a Ciência do Tratamento do Autismo, nos Estados Unidos afirma que ABA é o tratamento que possui evidência cientifica suficiente para ser considerada eficaz, por isso, ela vem sendo amplamente utilizada, especialmente no tratamento de pessoas com autismo. Nessa abordagem são trabalhados comportamentos que são observáveis e que necessitam ser modificados, envolve um contexto de antecedentes e consequências dos comportamentos em questão. “Exemplo: Luís tem autismo e está se desenvolvendo bem nas terapias, está aprendendo a identificar as cores. O terapeuta de Luís sempre reage de maneira animada quando solicita que a criança pegue a cor azul e ela acerta. Com isso, ele está reforçando a resposta correta e aumentando a probabilidade de ser emitida novamente. Tal intervenção realizada de maneira totalmente estruturada, tendo como principal alvo o comportamento (que necessita ser modificado ou ensinado). Podendo ser trabalhados comportamentos nas áreas de comunicação, habilidades sociais e acadêmicas, autocuidados e coordenação motora.

TEACCH

Surgiu na década de 60 com os pesquisadores Eric Schopler e Robert Reichler. É um treinamento e programa clínico com base teórica comportamental, desenvolveu a abordagem de intervenção chamada “structured TEACCHing” (em português “ensino estruturado”, mais uma intervenção em ABA -Applied Behavior Analysis). O que chamamos no Brasil de TEACCH é o “structural TEACCHing”, uma sede de ensino com base nas características de aprendizagem dos indivíduos com autismo.

Um exemplo do que ocorre no tratamento do autismo no modelo TEACCh são as rotinas diárias que são feitas em forma de um mural, com cartões. Quando a criança tem que ir ao banheiro ela tem que pegar o cartão correspondente a atividade e leva-lo até o local que ela irá ocorrer. Assim, a criança faz o pareamento entre o cartão da rotina com a atividade, promovendo previsibilidade e autonomia. André está aprendendo a usar o banheiro, sendo assim, todas as vezes que esta na hora de ir a criança retira de seu mural a figura de banheiro (que esta como item a ser cumprido), vai ate o banheiro e coloca a figura junto a uma outra (pareando as figuras iguais) utilizando assim o banheiro de maneira autônoma.

PECS

Possui uma base cientifica que visa auxiliar na comunicação. É um sistema de comunicação alternativo que permite à pessoa autista que ainda não desenvolveu ou apresenta alterações na fala aprender uma comunicação funcional através da troca de figuras.

Nesta troca, a criança será solicitada a pegar uma figura correspondente ao item desejado e realizar a troca pelo mesmo com o adulto: Julia, 4 anos, utiliza o pecs para pedir os brinquedos que estão fora de seu alcance para a mãe. Sempre que ela quer a boneca que fica na prateleira ela vai até o PECS e escolhe a figura da boneca e entrega para a mãe. Assim, a mãe compreende que ela quer aquela boneca específica, evitando que Julia fique frustrada por não conseguir pedir o que deseja.

ESDM - DENVER

Um modelo de intervenção precoce criado pelas autoras Sally Rogers e Geraldine Dawson com um embasamento cientifico solidificado. Fundamentado em um modelo comportamental, que preconiza a relação social, sendo esse o reforçador primordial da intervenção, ou seja promove a tendência espontânea que as crianças tem para se aproximar e interagir com os outros. Salientam a importância da interação social para um desenvolvimento eficaz da criança com autismo e sendo poucas essas iniciativas sociais resultam em uma quantidade menor de oportunidades de aprendizagem. O grande diferencial do método para tratamento do autismo está ligado ao modelo naturalista, onde é possível estimular a criança através de brincadeiras e jogos com bases nos princípios da ciência da analise aplicada do comportamento (ABA).

É um método que tem como base pesquisas da área da psicologia do desenvolvimento, e exerce continuidade ao desenvolvimento infantil, tendo como foco a avaliação e definição dos objetivos de intervenção em todas as áreas do desenvolvimento, incluindo a comunicação receptiva e expressiva, as competências sociais e de jogo, o desenvolvimento cognitivo, as habilidades motoras globais e finas, a imitação e os comportamentos adaptativos. Esse modelo de intervenção é recomendado a crianças com ate 5 anos de idade.

Como nas sessões de Ricardo, 2 anos , o terapeuta segue a liderança dele para determinar a brincadeira que será iniciada. Então, dentro da brincadeira escolhida por Ricardo é onde o terapeuta vai buscar estimular as áreas de defasagens, mostrando a criança que ele tem interesse em sua forma de brincar. Com isso, o terapeuta proporciona muitas oportunidades de aprendizagem a Ricardo que por estar motivado amplia seu repertorio de maneira naturalista e divertida.

Tratamentos

O reconhecimento precoce podem reduzir os sintomas, além de oferecer um pilar de apoio ao desenvolvimento e à aprendizagem.

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