Autismo Leve

O autismo leve não é um estado passageiro, mas uma condição que acompanha o indivíduo ao longo do seu desenvolvimento. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), constitui-se em um Transtorno Global do Desenvolvimento no qual pode haver comprometimentos em determinadas áreas, atraso da fala, socialização, aprendizagem, motricidade, aspectos sensoriais e pouco contato visual.

O autismo leve, pode passar muitas vezes despercebido quando ainda bebê, porém no decorrer do desenvolvimento infantil é possível notar os sintomas. Essas crianças com podem ter um campo de interesses limitados e peculiar, também comportamentos estereotipados. Desta forma é de extrema importância que os pais fiquem atentos ao desenvolvimento nos primeiros meses da criança, para que, se necessário, haja uma intervenção precoce, pois quanto mais cedo a intervenção começar, mais chances temos para uma boa qualidade de desenvolvimento da criança.

Negação

Geralmente, quando há poucos sintomas, eles são minimizados. É comum uma das pessoas da família se preocupar e todas as outras dizerem que “ahhh, não é nada”. É uma situação muito difícil, porque como são poucos sintomas, tendemos a olhar as características do autismo que a criança não tem.

Caso Real:

“Rodrigo é um garoto esperto, que tem muitos comportamentos “não autísticos”. Ele tem um repertório muito interessante de compartilhar olhar com os pais e outras pessoas, além de entregar brinquedos e falar algumas (poucas) palavrinhas, com 2 anos de idade. O pai percebe sinais desde que ele tinha poucos meses de idade. Relata ter achado estranho ele gostar muito de olhar reflexos, e luzes. Ficava mais interessado em olhar as luzes dos lugares que iam, do que as pessoas. Mas, a mãe, a avó e toda a família diziam que Rodrigo estava evoluindo e que aquele comportamento era normal. Mostravam todos os avanços do garoto e o quanto ele era inteligente, afetivo e meigo. Realmente, ele fazia muitas coisas. Porém, seu repertório era um pouco abaixo do esperado para crianças da mesma idade. Ele precisava falar mais, olhar mais, compartilhar mais. A interação era baixa e também tinha algumas estereotipias bem disfarçadas de movimentos com os bracinhos e um jeito de correr para ir de um ponto a outro”.

O que fazer?

Casos como esses são os que têm melhor prognóstico! Isso quer dizer que as chances de melhorar são muito maiores, pois são poucos sintomas. Porém o que vemos na prática, é que exatamente pelo fato de ser autismo leve, as pessoas adiam a busca por ajuda e isso pode condenar a evolução.

Quando falamos sobre autismo leve, não podemos deixar de falar sobre o acompanhamento profissional qualificado. E que o mesmo profissional faça um planejamento, no qual seja elaborado uma estratégia de acordo com a necessidade da criança. Para fazer que se tenha uma evolução, o tratamento precisa ser adequado para cada criança TEA.

As abordagens comportamentais cognitivistas se preocupam com questões que envolvem comportamentos e atitudes. Em geral elas direcionam e objetivam a intencionalidade e a autonomia das ações. O envolvimento dos familiares é imprescindível para o sucesso das intervenções. Os pais recebem orientações detalhadas para poder colaborar no tratamento.

Quanto mais precoce ocorrer diagnostico da criança com autismo leve, maior a chance da mesma desenvolver comportamento adequado e sociável, para desta forma ter uma vida saudável.

Referências

GOULART, Paulo; ASSIS, Graubem José Alves. Estudos sobre autismo em análise do comportamento: aspectos metodológicos. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva versão impressa ISSN 1517-5545 Rev. bras. ter. comport. cogn. vol.4 no.2 São Paulo dez. 2002.

LEON, Viviane de, OSÓRIO, Lavínea. Transtornos do espectro do autismo. São Paulo: Memnon, 2011.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAUDE (OMS). Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10 descrições clinicas e diretrizes diagnósticas. Disponível em: Acesso em 10 de fevereiro de 2018.

- Começa a imitar as expressões simples que são ensinadas, tais como fazer barulho com a boca “brrr”, piscar forte, fazer tchau, mandar beijo.

CARVALHO, SANT`ANA, ANTONIO. Síndrome de Asperger: Considerações Sobre Espectro do Autismos. Disponível em: . Acesso em 17 de fevereiro de 2018

AUTISMO E SÍNDROME DE ASPERGER: UMA VISÃO GERAL: . Acesso em 17 de fevereiro de 2018

Tratamentos

O reconhecimento precoce podem reduzir os sintomas, além de oferecer um pilar de apoio ao desenvolvimento e à aprendizagem.

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